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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

True Grit - Bravura Indômita


Quando comecei assistir True Grit, confesso que quase desisti, apenas continuando por causa de Jeff Bridges. O filme dos irmãos Cohen é um remake de um clássico western de 1969, dirigido por Henry Hathaway. Tal filme deu o oscar (tardio) para John Wayne, que nas rodas cinematográficas fala-se que ele já teve trabalhos mais marcantes, pareceu na época que foi um erro que a academia queria corrigir. Não vi o original mas críticos dizem que Jeff Bridges está espetacular neste, que até os trejeitos de Wayne ele assimilou. "Se vê exatamente Wayne quando se assiste Bridges nessa releitura de True Grit", já ouvi um cineasta comentar. Sem esquecer de Matt Damon, que está quase irreconhecível e uma participação muito boa no longa.
Não sou realmente um fãn do estilo western, mas Bravura Indômita nos traz um frescor e uma direção adimirável. Confeço que preferi o trabalho anterior de Joel e Ethan Cohen  (neste gênero), No Country for Old Men (Onde os Fracos não tem Vez), filme reconhecido e premiado como melhor filme, melhor direção, roteiro e ator coadjuvante para Javier Bardem (uma atuação memorável).


True Grit é o revival do faroeste às telas de cinema, esquecido em Hollywood. Mas, meio que um último suspiro do gênero impulsionado anteriormente por "Onde os fracos não tem vez".
Vale apenas para dizer "eu vi um filme dirigido pelos Cohen com o grande Jeff Bridges", e SÓ.


Aproveitando o ensejo recomendo A Seriou Man (Um Homen Sério) de 2009 e Burn After Reading (Queime Depois de Ler) de 2008, também dos diretores. O primeiro tem crítica no blog clicando aqui.

Um abraço
Natan Cabral

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um homem sério dos Cohen


Os irmão Cohen surgem com um filme intrigante. Um filme que fala de muita coisa, mesmo aparentemente não ser sobre nada. Situado numa comunidade judáica, a família Gopnik passa por adversidades do dia-a-dia, mas com um teor de absurdo e humor misturado aos fatos. A esposa quer se divorciar e casar com o amigo do marido, a filha que rouba dinheiro do pai para fazer uma plástica no nariz, o filho que é usuário de maconha e ainda o tio que dorme no sofá e não tem perspectiva de vida. Larry é o chefe dessa família, professor de física e um homem que busca se manter na sua convicção de seriedade, mas os acontecimentos, as vezes inimagináveis o distanciam dessa percepção.



O roteiro do filme é incrível, uma verdadeira aula, desenvolvido com calma e coerência, sarcástico às vezes e com pinceladas de humor para não virar um dramalhão pretencioso.


Não procure resposta em Um Homem Sério, nem um final arrebatador, o filme instiga o telespectador à procurá-las, mesmo que as mais banais. Seu desfecho é um desafio, um exercício da criação de sua continuação em nossas mentes, do que acontece quando tudo desmorona. Na verdade não é um filme muito empolgante, nem você possivelmente sairá dizendo aos amigos que adorou. Mas pelo menos vai fazer pensar no acaso e nas possibilidades do "depois". Detalhe para a atuação de Michael Stuhlbarg, brilhante, mesmo em takes de ócio.

Bom, roteiro incrível
Natan Cabral

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