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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Refúgio


Olhei pela vidraça dos meus olhos o horizonte longe, lá fora.
Cerrei sobre ela as cortinas do tempo, pálpebras cansadas do agora.
Abri a porta da minh´alma ao gritos ansiosos do lamento.
Deixei que fosse embora a esperança, ficando vazia a sala do meu sentimento.

Em desespero refugiei-me no quarto escuro
da saudade antiga,
da saudade passageira,
da saudade extinta.

Longos corredores,
labirintos,
portas fechadas,
loucura.

De Silvio Vinhal, poeta, músico e aprendiz na vida, no blog Fogo de Gelatina em Pó. Amigo que vai musicar um dos meus textos, e que me deu uma alegria imensa quando pediu. Prometo postar aqui no blog quando ele tiver terminado, quem sabe não nasce uma parceria :) Que honra! Dos lugares improváveis também surgem coisas interessantes.

Ansioso
Natan Cabral

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